sexta-feira, dezembro 16, 2005


Acho que achar que se acha alguma coisa sem se procurar é um achado. Sinceramente quando admiro pelo espelho o meu pêlo, chego à conclusão que a forma como como não é normal. Como demasiado rápido. Influências do Capital. Mas um dia, quando me pedirem uma esmola, eu digo, amigo, amiga, emigrante fajuto ou mavioso galego, vai encher o Cu ao capital. Vai trabalhar. Não me digas que és maluco ou que tens uma deficiência e que o estado te exclui. Sentas-te, agora corre, não contes comigo. Não encho cus de ricos nem de pobres. O que me fode, é que no meio de tudo isto só os mais desfavorecidos tem pena de mim, os demais abastados oferecem moral. E de moral andam os hipermercados cheios. Compro moral aos quilos, chego a pedir empréstimos de moral as entidades bancária. E um dia, quando o moral escassear, amigos, nesse dia, rebenta, nesse dia nasce uma nova esperança. Só pela violência amigos, pela violência se faz favor. Acabem com o moral, acabem com o dogma. No dia que o moral escassear no frigorifico, que o moral seque nas torneiras, que o moral te despeça do emprego, que o moral te divida. Nesse dia será tarde. E de sangue anda o mundo farto. Mas se faz favor é pela violência. Que violência?. A VIOLÊNCIA DO ABSURDO.